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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013!




Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro.
Feliz 2013!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Ai, que dor de cabeça!



A dor de cabeça atormenta os mais jovens, comprometendo a atenção, a memória e, inclusive, o desempenho escolar.

É comum encontrar por aí pais que entendem essa queixa como uma desculpa dos filhos para se livrar das aulas. Mas a verdade é que a reclamação, na maioria das vezes, tem fundamento. Uma análise da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a SBCe, concluiu que mais de 5 milhões de crianças e adolescentes do país sofrem com dores de cabeça e, pior, 409 mil experimentam, no mínimo, uma sensação de estourar os miolos a cada dois dias. “Esse problema com as crianças não é de hoje, mas sempre foi menosprezado”, lamenta o neurologista Marco Antonio Arruda, da SBCe.

Com uma incidência tão alta assim, não é de espantar que várias instituições tenham passado a investir em pesquisas sobre o tema. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acompanhou 60 crianças entre 8 e 12 anos de idade durante 24 meses. Elas foram divididas em dois grupos. Um deles reunia quem nunca havia reclamado da chateação. No outro, ficaram os meninos e as meninas que padeciam de enxaqueca, um tipo de cefaleia que vem acompanhado de náuseas e sensibilidade à luz e ao barulho. “Analisamos a performance de todos na sala de aula”, conta a neuropediatra e autora do trabalho, Thaís Rodrigues Villa. No segundo grupo, era preciso esperar pelo menos três dias após a última crise para que a pesquisadora pudesse observar a real repercussão do incômodo. “Descobrimos que esses pequenos, até mesmo naqueles dias sem dor nenhuma, apresentavam dificuldades de atenção visual, retenção de memória e velocidade no processamento das informações”, completa Thaís.

Estudiosos da Itália, ao saberem dos resultados do trabalho da Unifesp, resolveram replicá-lo e encontraram evidências semelhantes. “O resultado mostra que não se trata de uma característica apenas das crianças brasileiras. As cefaleias prejudicam o desempenho escolar de jovens do mundo todo”, revela Thaís. Os italianos chegaram à conclusão de que a garotada que vive com esse peso na cabeça rende 10% menos diante do quadro-negro. Uma possível explicação é que a enxaqueca prejudicaria o padrão de sono e o comportamento infantil. Em tese, ela poderia até favorecer o surgimento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. E, aí, as lições e provas ficam perdidas em meio a esse fogo cruzado.

Se todas essas informações ainda não o convenceram de que dor de cabeça infantil é um problema sério, talvez a estimativa da SBCe mude sua opinião: somadas todas as faltas, são mais de 2,4 milhões de dias letivos perdidos todo ano por causa desse tormento. E, se não bastasse, a intensidade e a frequência do distúrbio aumentam com a idade. Esse fenômeno é pior no grupo das meninas, principalmente entre as adolescentes. “Isso por causa das alterações hormonais que ocorrem nelas”, justifica o neurocirurgião Eduardo Barreto, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Funcional.

O pai e a mãe geralmente demonstram uma preocupação maior quando o pequeno apresenta crises tão fortes que precisa ser levado ao hospital. Mas não devemos esquecer que qualquer lamento, por mínimo que seja já é um sinal de encrenca. Em um segundo momento, o estudo da Unifesp mostrou que a maioria dos pais se surpreendeu ao ver que o motivo do queixume não era brincadeira. “Achavam que só adultos podiam sofrer de enxaqueca”, explica Thaís. Passado o choque inicial, eles aceitavam o tratamento sem empecilhos, realizado com medicações preventivas para corrigir as alterações químicas do cérebro responsáveis pelos sintomas dolorosos.

E a pesquisa ainda foi além. Os cientistas perceberam que, após sanar as crises que acometiam a meninada, o desempenho escolar se igualava ao dos colegas sem as dores, reforçando a importância de diagnóstico e terapia corretos. Manter um diário de episódios ajuda a identificar o tipo de cefaleia e, assim, auxilia o profissional a decidir a abordagem mais apropriada.

Para um alívio imediato durante os picos de dor na infância, é recomendado que a criança se deite em um ambiente silencioso, escuro e bem ventilado.

Mais do que uma sensação dolorosa uma dor intensa que surge de uma hora para outra muitas vezes pode indicar algo mais grave. Quando acompanhada de outros sintomas, como febre, os pais devem entrar em contato com o pediatra e levar a criança para uma boa avaliação. “Pode ser um caso de meningite ou até de hemorragia cerebral”, alerta Eduardo Barreto. O mesmo vale para dores frequentes que não vão embora, mesmo após o jovem ter sido medicado. O neurologista é capaz de auxiliar, mas lembre-se de dividir todas as informações com o pediatra. Nessas horas, ambos são fundamentais.

O que evitar
·         Frutas cítricas
·         Chocolates
·         Leites e derivados
·         Ovos

O que dá alívio
·         Abóbora
·         Cerejas
·         Peras
·         Brócolis

Incidência do problema
·         75,5% reclamam de dores pelo menos 4 vezes por mês
·         17,9% nunca se queixaram de dor de cabeça
·         4,1% Sofrem com o problema entre 5 e 9 dias por mês
·         1,5% Têm dores uma vez a cada dois dias
·         1% Convive com o distúrbio quase que diariamente


sábado, 22 de dezembro de 2012

Feliz, Feliz Natal!




"Eu estou pensando em você hoje porque é Natal, 
e eu lhe desejo felicidade.
E amanhã, porque será o dia seguinte ao Natal,
Eu ainda lhe desejarei felicidade.
Eu posso não ser capaz de lhe falar sobre isto diariamente,
Porque eu posso estar ausente, ou nós podemos estar
muito ocupados.
Mas isso não faz diferença.
- Meus pensamentos e meus desejos estarão com você 
da mesma forma.
Qualquer alegria ou sucesso que você tenha, me fará feliz. 
Me iluminará por todo ano.
Eu desejo à você o Espírito do Natal."

Maria A. Paiva Corá


Chegou o Natal



Melhor do que todos os presentes embaixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz.

Citação do dia





Você não merece perder a reputação só porque foi atropelado por um caminhão de bobagens.

- Maria Paiva Corá




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Níveis de vitamina D e lesão cerebral traumática



Um novo  ensaio randomizado controlado do Irã sugere que a vitamina D pode ter um papel importante no tratamento da lesão cerebral traumática.
O estudo, liderado pelo professor Bahram Aminmansour e colegas da Isfahan University of Medical Sciences, investigou se a vitamina D em conjunto com a progesterona pode melhorar as taxas de recuperação em pacientes com lesão cerebral traumática.
Atualmente, os médicos têm poucos medicamentos que são efetivamente neuro-protetoras após uma lesão cerebral traumática. A progesterona tem sido identificada como eficaz e segura, protegendo a barreira sangue-cérebro, e ajudando a prevenir o edema cerebral, a resposta inflamatória excessiva, e a necrose. Ela também ajuda a estimular a formação de mielina, reduz os radicais livres, e ajuda a evitar a perda neuronal.
Estudos recentes têm sugerido que a deficiência de vitamina D pode piorar a lesão cerebral traumática e reduzir os efeitos do tratamento em curso. Como a progesterona, a vitamina D ativa é um neuroesteroide e provou ajudar a recuperação eficaz em modelos animais, talvez por mecanismos semelhantes a da progesterona, que também é um hormônio esteróide.
Os pesquisadores incluíram pacientes internados por traumatismo crânio-encefálico, tratando-os em menos de 8 horas de internação. Eles dividiram aleatoriamente 60 pacientes em três grupos, com 20 pacientes em cada um dos grupos seguintes:
Progesterona . Estes pacientes foram injetados com 1 mg/kg de progesterona por via intramuscular a cada 12 horas durante 5 dias.
Progesterona + vitamina D . Estes pacientes foram injetados com 1 mg/kg de progesterona por via intramuscular a cada 12 horas durante 5 dias e também 200 UI/kg de vitamina D uma vez por dia, durante 5 dias. Para uma pessoa de 150 lb,  seriam 13.600 UI de vitamina D/dia, durante cinco dias.
Placebo. Estes 20 pacientes foram injetados intramuscularmente com placebo.
Os pesquisadores usaram a escala de coma de Glasgow para avaliar pacientes,  que é uma escala de 15 pontos que monitora a gravidade do coma através dos olhos, respostas verbais e motoras, quanto maior a pontuação, melhor a consciência. Antes do tratamento, os três grupos tinham pontuações perto de 6.
Três meses após a intervenção, os pacientes do grupo progesterona + vitamina D tiveram a mais alta classificação de escala média de 11,27, seguido pela progesterona isolada com 10,25 e depois o placebo com 9,16 (p = 0,001).
Além disso, após 3 meses, 35% dos pacientes no grupo da progesterona + vitamina D tiveram “boa recuperação”, tal como avaliada pela escala de resultados de Glasgow, enquanto apenas 25% teve esta avaliação no grupo de progesterona e apenas 15% no grupo placebo (p = 0,03). Dez por cento do grupo progesterona + vitamina grupo D faleceu, em comparação com 20% do grupo de progesterona e de 40% no grupo placebo (p = 0,03).
Os autores notaram que a o grupo progesterona + vitamina D apresentou os resultados mais favoráveis ​​provavelmente por causa de uma variedade de mecanismos complementares, incluindo papel benéfico da vitamina D no sistema imunitário, a sua ação anti-inflamatória e redução de citocinas TH1. Além disso, a vitamina D previne a hipercalcemia  intracelular (não promove).
Os pesquisadores concluem:
“O uso de progesterona combinada com a vitamina D é sensato, no que a vitamina D em combinação com progesterona melhora os mecanismos de reparação do sistema nervoso central considerando seus caminhos comuns e também compensa outros mecanismos, que não são realizados pela progesterona. Isso reduz a… possível falha de 
um único tratamento.”

John Cannell - Vitamin D deixa seu sistema imunológico mais inteligente