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domingo, 6 de novembro de 2011

Entrando no mundo da dança


O estilo de dança mais famoso é o balé clássico. Ele surgiu nos palácios da Itália no século 16. No início, as apresentações eram mais teatrais, com uma mistura e movimentos, música, poesia e canto. Mais tarde, na França, o balé se desenvolveu e se espalhou pelo mundo.

Dançar balé é uma arte. Num dia você é um príncipe ou uma princesa, no outro um camponês, uma fada ou um anjo e pode até voar! É mágico! No balé tudo é possível. Com saltos e giros, os bailarinos representam personagens e contam histórias encantadas e cheias de malabarismos.

Observar bailarinos em ação nos dá a impressão que dançar é muito fácil. Eles fazem isso com tanta graça e leveza.  Mas não é bem assim. Na verdade, a dança é muito difícil e requer grande habilidade e equilíbrio. Requer mais do desejo. Para arrasar nos palcos, enfrentam horas de aulas e ensaios, estão sempre se exercitando e aprendendo passos novos.

Além de artista, um bailarino precisa ser um pouco atleta. É que, sem força e controle do corpo, ele não conseguiria fazer nenhum dos passos das coreografias. Mas não adianta só movimentar-se com perfeição. É preciso saber acompanhar a música e saber interpretar o personagem.
Exatamente o mesmo sucede também em nossa vida, precisamos saber “dançar conforme a música”. Se não fixarmos nosso olhar constantemente em nosso dirigente que é Deus, não poderemos dançar no compasso da música. E tudo será em vão!

Quantas vezes pensamos que investimos os melhores meios para obter o sucesso e achamos que o mais importante é se divertir.  Entretanto, não buscamos a disciplina, o equilíbrio, a concentração, a noção do ritmo e a flexibilidade. Além disso, não olhamos para Deus, mas no fundo buscamos a nós mesmos, achando que somos autossuficientes. Nosso talento e nossa capacidade não são empregados para trazer honra para Ele, mas para nós mesmos.

Nós não podemos criar nada neste palco maravilhoso que é o mundo em que vivemos. Esta é a parte de Deus. Mas precisamos reconhecer que fazemos parte de um grande espetáculo que Deus cria e que somos os protagonistas de nossa história. Deus sempre  coloca em nosso caminho novas  oportunidades   e precisamos aproveitá-las. Precisamos aprender a usar nossos dons e desfrutar do  espetáculo da nossa existência no teatro da vida.

Unidos de coração,

Maria A. Paiva



sábado, 5 de novembro de 2011

Preocupações



É sábado à noite. Eu e minhas filhas Luíza e Giovanna conversamos animadamente, enquanto fazemos o lanchinho da noite. No momento exato em que vamos começar a comer, Luíza recebe um telefonema, sobressaltada, exclama:

- Mamãe, preciso  ir ao encontro do meu amigo. Ele está com algum problema grave porque está muito nervoso e não consegui entender bem o que está aconteceu.

Luíza, mais do que depressa, sai correndo para a casa dele, que fica longe. Eu e Giovanna nos olhamos: havíamos perdido a fome por causa da preocupação com o que podia ter ocorrido.

Algo semelhante acontece com a nossa vida espiritual. Muitas vezes perdemos o apetite pela Palavra de Deus ou por estarmos na igreja com outros cristãos pelo fato de nossa mente estar “pré-ocupada”, estar ocupada com outra coisa que não seja o Senhor ou Sua Palavra.

Precisamos entregar as nossas preocupações ao Senhor, certamente Ele concederá a Sua graça a cada um de nós, independente da situação em que nos encontramos no momento.

Shalom!

Maria A. Paiva Corá


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fragilidade do Homem

Há pouco li no Correio da Manhã que o papa Bento XVI está preocupado com o estado de saúde do antigo presidente brasileiro Lula da Silva, a quem foi diagnosticado cancro da laringe, adiantando que rezará pelo seu restabelecimento.

Os especialistas do A.C. Camargo  ressaltam que quase metade das pessoas com tumores de cabeça e pescoço sofre de depressão – e uma em cada cem chega a tirar a própria vida – a segunda maior taxa de suicídio entre os portadores de câncer.

Assim é o homem: frágil, impotente, mortal, fraco. Por mais que tente, por mais que se esforce, o ser humano é um ser frágil. A natureza, algumas doenças, o envelhecimento, a dor, a morte... essas coisas ainda derrotam o homem de tantas realizações e conquistas.

Ao lermos a Bíblia encontramos  Enos, o neto de Adão. Seu nome significa fraco, frágil e mortal (Gn 4:27). Esses primeiros homens não murmuravam por causa de sua situação nem amaldiçoaram a Deus por serem assim; antes, reconheciam suas limitações e passavam a invocar o nome do Senhor. Em vez de lutar contra Deus por causa da fragilidade, uniam-se a Ele, o único em quem podiam depositar confiança; assim como fez o apóstolo Paulo, que disse que tudo podia em Cristo que o fortalecia. Paulo não desejava poder coisa alguma por ele mesmo nem sonhava ter qualquer poder nele mesmo, pois sabia que força só se encontra em Deus.

Hoje vivemos em tempos bem diferentes, mas sabemos que Deus tem nos conduzido com Sua providência. Estamos recebendo salvação, cura, libertação e tantas outras maravilhas que somente Ele pode fazer porque somos seres frágeis e fracos e  dependemos totalmente  dEle.

Shalom!

Maria Paiva Corá




















quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Não espere que as Flores Murchem


Algumas pessoas, especialmente quando jovens, dizem que é muito cedo para entregar-se a Deus agora. Sentem que precisam fazê-lo, pois só em Deus encontrarão sentido para a vida. Mas afirmam que é cedo demais, pois, precisam aproveitar a vida e a juventude.

Isso é como esperar que as flores murchem antes de dá-las de presente a alguém. “Elas ainda são muito jovens e cheias de frescor para serem dadas de presente. Precisam aproveitar mais a vida...”

Mesmo entre os cristãos há os que ainda resistem à entrega absoluta de sua vida ao Senhor; preferem apenas vivê-Lo  “de leve”, descompromissadamente, sempre deixando um caminho de volta, caso desistam de Deus. Mas não é isso que o Senhor espera de nós. Ele nos quer totalmente para Si. E quanto mais jovens nos oferecermos a Ele, mais úteis seremos. Evidentemente Ele nos aceitará em qualquer momento da nossa vida, mas, depois de “murchar”, pouco faremos para Deus.

Não espere sua vida murchar para entregá-la ao Senhor, mas entregue-a no vigor dos seus dias, e Nele você encontrará toda a beleza que a vida pode ter.

Shalom!

Maria Paiva Corá


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Aliança eterna


Noé viu toda a sua geração ser destruída pelas águas do dilúvio enviado por Deus. As chuvas duraram muito tempo e, obviamente, Noé lembrou-se várias vezes de que ele havia avisado as pessoas sobre aquele castigo divino que viria. Após o dilúvio, provavelmente qualquer “nuvem escura” deveria atemorizar Noé. Como ele poderia ter certeza de que não haveria outro dilúvio? Como saber que as nuvens escuras não eram uma ameaça? Pouco depois do dilúvio a humanidade estava novamente corrompida; como ter segurança de que Deus não iria novamente castigá-la?

A certeza baseava-se na promessa de Deus, na Palavra de Deus. Deus prometeu  a Noé que nunca mais destruiria novamente a humanidade com águas de dilúvio (Gn 9:11), e nessa aliança Noé creu e descansou. Como selo de Sua promessa, Deus colocou um arco (VS.13 e 14) nas nuvens. Essa aliança é eterna, e um arco-íris continua para toda a eternidade.

As promessas de Deus em Sua Palavra são absolutamente confiáveis. Podemos crer e descansar nelas e, assim, não temeremos mais nenhuma nuvem, por mais escura que seja.


Shalom!

Maria A. Paiva Corá



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A ceifa do feno


PIETER BRUEGHEL. A ceifa do feno, 1565.


Esta é para pensar

A fazenda é do fazendeiro, mas a paisagem é do poeta.
Mestre Kanichi Sato


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Bicho




Ao ler o texto de Manuel Bandeira me senti tocada e  acabei “ruminando” suas palavras por algum tempo. Bem sabemos que este não é um assunto agradável, mas trata-se de uma realidade.

Alguns encontros e/ou experiências são tão importantes, que fazem a vida mudar de rumo. Foi o que aconteceu com São Francisco de Assis.

Francisco Bernardone era um jovem rico; tinha  tudo e não sabia o que queria. O encontro com os pobres,  foi tão impactante em sua vida, que deixou tudo e foi servir aos necessitados. Hoje o mundo todo o admira e muitos se inspiram na sua vida para praticar caridade.

Quanto ao texto de Manuel Bandeira, podemos ver nas duas primeiras estrofes do poema “O bicho”, o andar na imundície e catar comida no lixo caracterizar atitudes mais comuns em “bichos” que em “homens”.

O poeta cria um “suspense” na terceira estrofe. Ele vai dizendo que o bicho não é antes de falar o que é. Com esse recurso ele desperta a curiosidade do leitor, que naturalmente vai eliminando as hipóteses que haviam lhe ocorrido.

Na última estrofe ele fala “O bicho, meu Deus, era um “homem”. O poeta refere-se à situação de miséria do homem. O poeta utiliza todos os elementos para revelar a situação degradante a que pode chegar um ser humano.

O texto nos remete ao mundo em que vivemos, onde a brutalidade impera cada vez mais e assistimos o ódio sobrepujar ao amor. Apesar de sermos todos originais e únicos podemos nos tornar parecidos com outras pessoas pela convivência e acabamos ficando  insensíveis.

Pense que hoje, no mundo, por causa de conflitos armados, fugas em massa, destruição de lavouras, milhões de pessoas simplesmente mão têm o que comer.  E as crianças são as maiores vítimas por ter menor resistência. O poema de Manuel Bandeira é uma espécie de depoimento sobre fatos que presenciamos no dia a dia.

O poeta demonstra não confiar que um dia a sociedade leve a sério o problema de justiça social e podemos afirmar, de acordo com o texto, que todos os artigos da Declaração Universal de Direitos Humanos estão sendo desrespeitados. Cada pessoa tem o direito de  viver com dignidade. Seria importante que cada pessoa  lutasse por seus direitos e pelo respeito às leis para conseguir ultrapassar a mediocridade.

Shalom!

Maria A. Paiva Corá