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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um planeta feito de diamante




Encontrei um artigo que me chamou muito a atenção, que trazia o título:  “Some Alien Planets Could Be Made of Diamonds, Study Finds” ou  “Alguns planetas alienígenas poderiam ser feitos de diamantes, diz estudo”. Olhei com atenção e fiquei impressionada com o conteúdo fornecido pela SPACE.com em : 06 de dezembro de 2011.


Pesquisadores afirmam que alguns planetas alienígenas podem ser feitos em grande parte de diamante. Estes potenciais planetas gigantes, cujo interior pode ser até 50% de diamante, são apelidados de “super Terras de carbono”.

Mas enquanto tal lugar pode parecer bonito, imagino que você não gostaria de visitar, dizem cientistas. Um planeta de diamante, muito provavelmente, deve ser desprovido de vida e incapaz de suportar seres vivos como nós. Apesar desse lugar  parecer maravilhoso, não poderíamos viver lá.  "Achamos que um planeta de diamante deve ser um lugar muito frio, escuro," disse em um comunicado o  cientista Wendy Panero, líder do estudo.

Os diamantes são muito bons em transferência de calor, de modo que no  interior de carbono super-Terra iria congelar rapidamente conforme  todo o calor escapasse. Sem calor forte em seu núcleo, como a Terra tem, um planeta de diamante não teria a energia geotérmica, que significa que ele não teria placas  tectônicas, um campo magnético e uma atmosfera - tudo o que  torna a Terra tão hospitaleira para a vida.

Panero e seus colegas recriaram a temperaturas e pressões da camada mais baixa da Terra, chamada de manto, para estudar como os diamantes formam lá. Eles usaram esses resultados para construir modelos de computador simulando como os minerais poderiam formar em planetas alienígenas com mais carbono do que o nosso.

"É possível que os planetas que são tão grandes quanto quinze vezes a massa da Terra sejam a metade de diamante", disse Unterborn Cayman, um estudante de pós-graduação na Ohio State University. A idéia pode soar completamente estranha, mas não é.  Geólogos já suspeitavam que manto inferior da Terra, pouco acima de seu núcleo, contém uma camada rica de diamante. No entanto, planetas alienígenas que contêm mais carbono do que a Terra poderiam ter muito mais conteúdo de diamante.

"Nossos resultados são surpreendentes, na medida em que sugerem que planetas ricos em carbono podem se formar planetas com um núcleo e um manto, assim como a Terra fez," disse Panero. "No entanto, os núcleos seriam provavelmente muito ricos em carbono - muito como o aço – e o manto também seria dominado por carbono, muito na forma de diamante."

Um raríssimo diamante, algo que não aparece todo dia disponível, sem dúvida atrairia muitos colecionadores endinheirados que o compraria para colocá-lo num cofre, a famosa "fortuna portátil", que com pouco mais de algumas gramas  pode atingir um preço exorbitante. Agora, imagine um planeta feito de diamantes, não  parece incrível? Representa um capricho da natureza e um extremamente raro fenômeno geológico. Muita gente pode estar pensando que sem dúvida nenhuma seria um excelente investimento e muitos compradores, possivelmente negociantes de diamantes experientes, ficariam deslumbrados. E quanto a nós mulheres? Podemos ficar sonhando com esse lugar maravilhoso. Afinal qual mulher não gostaria de ter um  diamantes?

Sonhar não paga impostos!

Até breve!

Shalom!!!

Maria Paiva Corá


domingo, 11 de dezembro de 2011

A árvore foi cultivada a partir de uma semente de 2.000 anos de idade




Conforme Informações recebidas do The Jerusalem Post, uma árvore, agora de 2,5 metros de altura, foi cultivada a partir de uma semente de 2.000 anos de idade, que arqueólogos encontraram em uma escavação em Masada na década de 1960. Uma equipe de pesquisadores plantou a semente inicialmente em um local secreto para  não ser roubada. Agora espera-se que a planta, que é de uma espécie rara, produza frutos que possam  ser usados ​​para fins medicinais e de alimentos.

Alguns anos atrás, o Dr. Sarah Sallon, um especialista em medicina natural na Organização Médica Hadassah, ouviu um boato de que Bar-Ilan University botânica Prof Mordechai Kislev tinha as "sementes hibernando" que tinham sido encontrados durante a escavação arqueológica. Ele recebeu algumas e  transferiu-as para Dra. Elaine Solway do Instituto de Estudos Ambientais Arava em Ketura. A árvore  plantada na  quinta-feira, 24 de novembro de 2011, foi a primeira que brotou. Dados sobre o experimento foram  publicados na prestigiosa revista Science. A muda foi testada usando um carbono-14 isótopo radioativo na Universidade de Zurique. Os resultados mostraram que a semente era do período do cerco romano de Masada de dois milênios atrás.

Diferenças genéticas foram encontradas entre a data antiga e as modernas. A cepa foi identificada com o Reino da Judéia e figuram nas moedas romanas após o fracasso da rebelião contra os romanos. A espécie foi conhecida depois de ter qualidades terapêuticas e um delicioso sabor, mas tinha  desaparecido da terra. "Precisamos renovar a nossa familiaridade com as plantas antigas que uma vez que cresceu na região e investigá-las cientificamente para determinar suas características. Hadassah  é bem conhecida por seu desenvolvimento da moderna tecnologia médica, e também por  promover o descobrimento de  antigos tratamentos médicos ", disse Sallon.


O que foi relatado até aqui comprova que Deus existe e é real. O fato de a semente sobreviver até hoje, depois de 2.000 anos é um testemunho de Sua existência e soberania. Só Deus é capaz de criar vida e  cabe aos cientista descobrí-la. É abusolutamente fantástica a maneira como a transmissão de informação genética foi preservada na planta. Tentamos localizar Deus no espaço seguindo a nossa imaginação, mas a criação demonstra que existe Deus, e através dela podemos tirar nossas  coclusões. O fenômeno da vida é uma qualidade que vai além da física e da química. Informações como essa causam a impressão de que se trata de um experimento bem sucedido, quando, na verdade, partiu-se de seres vivos já existentes. Aqui, tampouco se originou informação, mas foram feitos experimentos com informação já existente.

Desejando uma festa de Natal feliz e abençoada!

Shalom!

Maria Paiva Corá


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Método que funciona



Monty Roberts,  com o seu aguçado senso é  um pioneiro na comunicação com cavalos. Ele batizou essa linguagem de “Equus”. Ouvindo-os, ele os iniciou para  corridas e rodeios sem chicotes, sem  esporas e, o que é fundamental, sem violência alguma. E faz como ninguém, um trabalho fantástico com o equinos. Segundo ele só existem duas maneiras de domesticar os cavalos, a fim de torná-los úteis como montarias.

O primeiro método é baseado na violência. O cavalo é submetido a várias sessões onde suas reações naturais são reprimidas pelo uso do chicote. Esse processo não é confiável. Mesmo que o cavalo possa ser montado, qualquer oportunidade que surgir, ele tentará escapar ou mesmo derrubar seu cavaleiro.

O segundo método é muito trabalhoso, detalhado, progressivo e demorado, mas é muito mais eficaz. Monty Roberts, o idealizado da Doma Racional, o grande encantador de Cavalos como é chamado,  inventou ferramentas de trabalho para reduzir o stress da lida: um freio salivador, rédea acolchoada, sela de alta tecnologia para reduzir o impacto no lombo. Sempre baseado no princípio de que a violência não é a resposta. Ele criou também uma escola. Gente do mundo inteiro vai para lá ver como ele inicia, prepara e educa os animais. Mais do que um simples método é uma filosofia da não violência, enfatizando a perseverança, a paciência, o respeito pelos animais, humildade e simpatia. Seu rendimento é de quase cem por cento de aproveitamento. Ele é baseado no carinho e atenção do domador em relação ao cavalo. Um vínculo de confiança e amor é desenvolvido entre cavaleiro e montaria até que, finalmente, o cavalo torna-se plenamente útil.
O processo de transformação do ser humano também é muito difícil e demorado. Graças a Deus, o método por Ele usado para nos aperfeiçoar está baseado em Seu amor e misericórdia. Assim como Salomão comparou sua amada  às éguas dos carros de Faraó, conforme lemos em Cânticos 1:9: A uma égua dos carros de Faraó eu te comparo, ó amada minha”, podemos também ser comparados pelo Senhor como uma daquelas éguas, porém assim como Salomão, Seu tratamento para conosco é: “ó querida minha” (Ct. 1:9).

As éguas de Faraó eram tão conhecidas no mundo antigo e tão bem tratadas que se tornaram símbolos do que de melhor havia naquela época. Elas  eram dotadas de beleza, força, coragem, rapidez, teimosia, firmeza e eram preparadas para a guerra. Elas entravam nas lutas com muita intrepidez e coragem. Mesmo feridas não desistiam de lutar, não paravam diante de obstáculos e avançava contra os inimigos impetuosamente. Então se trata de um grande elogio e não precisamos nos sentir ofendidos com isso, porque sabemos que o tratamento de Deus  para conosco é de muita gentileza e amor. Esse método é o mais eficaz, e é a garantia de que mais cedo ou mais tarde seremos totalmente úteis ao Senhor!

Shalom!

Maria Paiva Corá


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A bênção de Deus sempre é abundante



O rei Josafá  foi o 4º rei de Judá e reinou durante 25 anos. Durante o seu reinado, houve grandes mudanças,  como  o combate à idolatria.  Ele também fez   grandes reformas militares, políticas e religiosas. A história  dele é de fato muito encorajadora. A maioria dos reis buscava o seu próprio benefício, mas ele estava interessado no benefício do povo. Ele tomou atitudes que resultaram na unidade de todo o seu reino, e isso fizeram com que o povo ficasse forte. Ele não agia sozinho; agia com o povo, e por isso tornou-se um exemplo positivo para nós. Assim também devem agir os líderes do povo de Deus, cientes de que tudo o que fazem é padrão para os demais.

Lemos em 2 Cr 20:1-30 que quando ele tomou conhecimento da invasão planejada pelos amonitas e moabitas contra o seu reino  teve  medo e pôs-se a buscar o Senhor em oração: “Ah! Nosso Deus [...] em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” (v.12). A resposta divina à oração do rei de Judá foi surpreendente“Então veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação e disse: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a batalha não é vossa, mas de Deus. Amanhã [...] não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados e vede o livramento que o SENHOR vos dará,” (2Cr 20:15-17)

Josafá dependia de Deus e seus atos comprovam isso. Diante de um grande perigo, ele levou  o povo de Judá a buscar a Deus. O resultado foi uma grandiosa vitória. Todo o povo provou que a bênção de Deus sempre é abundante quando cremos nEle e Lhe obedecemos.

Shalom!

Maria Paiva Corá


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mulheres que envelhecem graciosamente


Carmen Dell’Orefice

Lemos em Gênesis 12:14: Tendo Abrão entrado no Egito, viram os egípcios que a mulher era em extremo formosa. Podemos imaginar muito bem como era a aparência de Sara. A Bíblia fala que ela era muito bonita e que  envelhecia graciosamente.  Talvez isso explique o porquê de Abraão apresentar sua esposa  como sendo sua irmã, a fim de salvar a própria pele. Ao aproximar-se daquela nação pagã e corrupta, percebeu que estaria à mercê de uma sociedade que não titubearia em assassiná-lo a fim de  conquistar sua bela mulher: o rei a levaria para seu harém. Abraão achou que os egípcios o matariam, caso soubessem que era casado com aquela formosa mulher. Por isso ele persuadiu Sara a mentir com ele, achando que esse era o único jeito de ser poupado. Pode-se dizer que Sara agiu dessa forma, premiada pelas circunstancias e por seu marido.

Quando falamos de Sara, nossas mentes giram em torno  da idéia de que ela era uma mulher já madura, mas  que conquistou seu espaço no mundo daquela época. Ficou registrado nas páginas da Bíblia  não só suas virtudes, a beleza interior, mas também a sua beleza física, assim como a beleza de outras mulheres como:  Sulamita, a amada do Rei Salomão, Ester (Ester 2:7),  Dalila, Maria Madalena, Maria (mãe de Jesus), Bate-Seba, Rebeca e Raquel.

Hoje muitas mulheres maduras vêm conquistando seu espaço no mundo fashion. Nomes como  Carmen Dell’Orefice, Kristen McMenamy (46) e  Veruschka Von Lehndorff (73) são muito respeitados no mercado da moda. Com relação à americana Carmen Dell’Orefice , ela tem  80 anos e possui seu lugar nas passarelas e editoriais.Ela trabalha há 66 anos como modelo e faz grande sucesso.    Sua aparência é impecável. Carmen também  é a garota-propaganda da  linha de cosméticos do cirurgião Ivo Pitanguy, a Triple Action Hydra, comercializada no exterior. 

Carmen Dell'Orefice , trabalha desde os 15 anos de idade, quando estrelou a capa da revista Vogue e desde então já estampou muitas capas das mais badaladas revistas de moda e é uma das prediletas  de Stella McCartney, Vivienne Westwood e Ralph Lauren. Em julho deste ano de 2011,  ela recebeu o título de Doutor Honoris Causa da University of Arts London em nome de sua contribuição na indústria fashion e ganhou uma exposição que fez uma retrospectiva de sua carreira com fotos inéditas e arquivos pessoais. Ela é a modelo mais antiga da América que continua trabalhando até hoje.

É realmente  impressionante! Qual será o segredo dessa fonte da juventude. Diz o ditado que a  vida começa aos 40. Para muitas  pessoas  isso parece ser  verdade porque muitos chegam ao auge da carreira aos 40 anos e  muitas mulheres chegam ao auge da beleza aos 40. Alguém  já disse que  "envelhecer, é para pessoas de idade."  

Precisamos  re-inventar a nós mesmas como se fossemos começar um novo capítulo de nossa história a cada dia. Muitas  mulheres  envelhecem graciosamente e ficam mais sábias, mais maduras e mais bonitas.  Quando passamos dos quarenta anos começamos a  perceber que a vida é escassa e  precisamos   vivê-la com mais intensidade.  

Shalom!

Maria Paiva Corá


Fotos: google images


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mães que ficam sozinhas têm que enfrentar desafios muito especiais


Queremos saber como é ser pai e mãe ao mesmo tempo. Assim como nós, certamente existem em muitos lares  mulheres que estão lutando para criar seus filhos sozinhas. Muitas pessoas não entendem realmente a pressão que sofremos. Muitas vezes não conseguimos  atingir as crianças. Elas parecem tristes na maioria do tempo. Talvez elas se culpem de alguma forma. Como seria bom se  elas entendessem que precisamos delas do mesmo tanto que elas precisam de nós.
     
Sozinhas, temos que enfrentar problemas que são difíceis para a maioria das pessoas entenderem. Acabamos refletindo uma grande angústia.  Sentimo-nos isoladas daqueles que são alegremente nutridos por um círculo familiar completo e não sabemos como romper esse isolamento.  Será que existem maneiras de tornar nossa  luta solitária em uma conquista mais gratificante?

Para construir uma família saudável, vamos precisar continuar lutando. Pensando sobre isso vamos usar aqui a analogia da construção de uma casa. Primeiro o alicerce, depois a estrutura e então as paredes.

Examinando o alicerce, podemos dizer que pode ser a nossa filosofia de vida, nossas crenças e os nossos valores. Isso é o que devemos construir.  Na separação, esse alicerce pode ser profundamente abalado. Podemos achar que Deus nos abandonou. Podemos até nos sentir traídas, abandonadas e até que estamos lutando através de um campo minado de culpa e angústia. Não é nada fácil! Família e amigos se acabam. Surgem problemas legais e, com freqüência, até a igreja falha em nos dar apoio suficiente.

As decisões mais difíceis geralmente giram em torno de obter maior segurança. Isso é compreensivo levando-se em conta que há uma família para sustentar.  A segurança financeira acaba se tornando o valor dominante em nossa vida. Agarrar-nos aos valores da Palavra de Deus se torna fundamental. Isso pode significar muito, pois as crianças ficaram abaladas; promessas foram quebradas. Uma coisa é fundamental,  mostrar para elas que a prioridade em nossas vidas é Deus. Em  Deuteronômio 6:6-7 lemos    “todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” 

Agora vamos falar da estrutura. Ela descansa sobre o alicerce, o qual mantém a casa em pé.  Então podemos considerar a auto-estima de nossas crianças como uma estrutura essencial. O divórcio pode causar danos ao senso de auto-estima em muitos sentidos. Elas às vezes culpam a si mesmas por um ou outro problema. Devemos evitar a todo custo usá-las para nos vingarmos do nosso ex-cônjuge. Nosso ex pode ter nos tratado mal; podemos estar sentindo amarguradas e abandonadas. Mesmo assim não temos o direito de arrasá-lo na frente delas. Podemos desfazer nosso casamento, podemos seguir em direções opostas, e tentar deixar a dor para trás. Mas as crianças não podem se divorciar de um dos seus pais e ficar com outro. Elas serão sempre carne e sangue das duas pessoas e precisam sentir que nós, os pais as amamos.

Infelizmente, estamos lutando para recuperar o controle da nossa própria vida. O que precisamos agora é de paredes mais firmes, e isso exige planejamento. Temos que planejar com antecedência. Temos que decidir com cuidado que regras são importantes e que regras nós colocaremos em vigor. As regras precisam ser claras. Elas precisam saber com  antecedência as conseqüências de se infringir uma delas. Por isso vamos recorrer àquela promessa feita por Deus para os pais: Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.” (Provérbios 22:6)

Bem, finalizando, que possamos  construir um lar saudável: começando com um alicerce firme – tempo passado junto com Deus e construir  uma estrutura sólida de auto-estima para nós e nossas crianças. Quanto às paredes, devem ser sólidas com disciplina e dedicação. Esperamos que, essas três coisas funcionem  juntas para prover o básico de um lar saudável.

Shalom!

Maria Paiva Corá



sábado, 26 de novembro de 2011

Milagre Holandês


Sabe aquelas histórias fantásticas, que nos deixam impactados. Pois bem, esta é uma delas. A história de Monique é impressionante. Ela é uma daquelas pessoas que se encantam com a vida. Ela se fortaleceu nas dificuldades e descobriu suas qualidades e capacidades para enfrentar os desafios.

Monique van der Vorst  ficou parcialmente paralisada  na sua adolescência,  quando tinha 13 anos de idade depois que o    nervo de uma das suas pernas foi afetado durante uma cirurgia no tornozelo. A partir daí passou a movimentar-se de cadeira de rodas e muletas. Incentivada pelos pais e amigos  decidiu se dedicar ao ciclismo, seu esporte favorito.Ela passou a competir em jogos paraolímpicos  em uma bicicleta específica, na qual ficava sentada, com o tronco reclinado e utilizava as mãos para se locomover. Acabou conquistando seis títulos europeus e três mundiais. “Aprendi a lidar com muletas e cadeiras de rodas. Era algo desconfortável que limitava meus sonhos, mas eu era feliz com o que havia conquistado”, disse ela.

A situação piorou em 2008, quando foi  atingida por um carro enquanto andava em sua bicicleta adaptada. Monique sofreu lesões na espinha agravando sua paralisia. Ficou completamente paralisada da cintura para baixo. A atleta holandesa lutou pela recuperação. “Parecia que o destino queria tirar a minha vida aos poucos. Eu tinha dúvidas se conseguiria reagir, cheguei a pensar em desistir de tudo, mas voltei a competir”, falou. Como ela não desistiu,  nesse mesmo ano ela conquistou duas medalhas de prata nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, além de conquistar uma medalha de bronze no contrarrelógio e uma de prata na estrada do Mundial de Paraciclismo. Em 2009, se arriscou no triathlon e foi 10ª no Mundial de Ironman, no Havaí.

No ano de 2010 na Espanha, ela acabou se envolvendo em outro acidente, desta vez com um ciclista. Ela foi atingida nas costas. Seu corpo, no chão, entrou em espasmo e começou a sentir um formigamento  nos pés. O acidente  a obrigou a ficar hospitalizada por sentir fortes dores nas costas. Porém, em junho do mesmo ano, ela começou a sentir sensações incomuns em seu pé esquerdo, o que a possibilitou recuperar as esperanças de voltar a andar. Com a fisioterapia, Van der Vorst surpreendeu o mundo e voltou a andar. O episódio até rendeu um apelido à ex-paraciclista: “Milagre Holandês”.


Depois de tanto tempo paralítica, a atleta holandesa Monique van der Vorst volta a andar.  Agora ela tem  a esperança de representar o seu país nos Jogos Olímpicos de 2016. Os médicos ainda estão investigando o que aconteceu. "É mesmo bom caminhar lado a lado com alguém e conseguir olhar nos seus olhos", disse ela em declarações ao jornal britânico 'The Independent'.

Hoje aos 27 anos, ela já  recuperou a forma e trocou sua bicicleta de mão por um modelo convencional. Ela alcançou uma das mais importantes vitórias da sua vida: entrar para a equipe profissional de ciclismo. No início desta semana foi contratada pela equipe holandesa de ciclismo feminino. “Meu sonho? Disputar as próximas olimpíadas e ganhar uma medalha”, disse emocionada.

Na última terça-feira (22/11) a Rabobank anunciou oficialmente a contratação de Monique van der Vorst para a temporada de 2012. “Será um desafio interessante, pois a Monique poderá aprender muito, mas o restante das garotas com certeza também aprenderá. Ela tem atitude, força, precisão e mostrou muito a todos em sua carreira. É uma pessoa que ama o ciclismo e nós daremos a ela todo o suporte em sua nova casa”, finalizou Jeroen Blijlevens, técnico de sprint masculino e feminino da equipe.

Trata-se de uma grande história de superação e também  um grande milagre. Foi incrível como ela não se conformou com suas limitações e não desistiu de seus sonhos.  Essa história nos faz refletir e nos mostra  que na maioria das vezes  nossas limitações não são só físicas.  Monique não desistiu de  seu sonho e tornou-se uma das atletas mais importantes da atualidade. Também podemos ser derrubados por  decepções, fracassos pessoais e até mesmo pela ignorância que nos tornam indefesos diante dos problemas. Precisamos dar a nós mesmos a oportunidade de descobrir um bom motivo para estar vivos e continuar lutando. Ainda há esperança!

Shalom!

Maria Paiva Corá